sexta-feira, 31 de agosto de 2007

XXX Intercom

Depois de uma verdadeira epopéia, cheguei no meu Hotel em Santos às 17h45 de quarta-feira morrendo de frio (aqui tava tão frio quanto POA). Vale ressaltar que às 7h30 do mesmo dia eu já estava no aeroporto cheia de sono e de corretivo nas olheiras. Ainda bem que todo esse tempo eu tava com meu amigo Humberto, o que torna tudo mais divertido. Choveu desde o momento que eu cheguei em Santos (quarta-feira) até a última madrugada (sexta-feira) eu suponho porque de manhã já tinha sol.

Fiquei fazendo minha apresentação no hotel ontem de manhã. De tarde, credenciamento na UNISANTA e depois, tentativa frustrada de ver alguma coisa na UNIMONTE. Tô blogando da UNISANTOS. Vim para uma palestra que até foi divertida mas que não conta por pessoas que entendam do tema. Um congresso que tem como tema Mercado e Comunicação na Sociedade Digital e apresenta na abertura um conferencista da área de Comunicação Política que deu um showzaço constrangedor de trivialidades ("hoje vigora a indecência, com as TICs não se tem mais privacidade" e por aí a fora) já era sintomático de que tinha alguma coisa errada. Por que não chamaram alguém do meu GT (Tecnologias da Informação e da Comunicação) para a conferência de abertura? Isso não é um contrasenso? Bom, ninguém nunca disse que era para ter sentido, né?

Pois é, o evento tá acontecendo em 3 campus de Universidades, o que acarreta muito gasto com taxis (pelo menos Unisantos e Unimonte são próximas).

Mas vamos falar de coisas boas. O pouco que vi abaixo de chuva de Santos eu gostei. As pessoas são educadas, gentis, bonitas e a cidade como um todo têm um certo refinamento. Aquele refinamento que remonta a um passado de poder e passado e presente de muita riqueza, de sofisticação, de gosto pelas coisas boas da vida. Isso se reflete no trato pessoal de modo geral. Eles são orgulhosos de sua origem e de sua história. Muitas minisséries (JK e Um só coração) foram filmadas no bondinho do Centro Histórico e nos prédios e ruelas locais. Santos tá do lado de São Vicente, uma das primeiras capitanias hereditárias (1532, lembram disso?). Teve a Marquesa de Santos que foi amante do Dom Pedro II. Uma rica fonte de informações é o Humberto, que conhece bastante a cidade.

Sobre sofisticação, vide a cerimônia de abertura. Nunca gostei de nenhuma delas. As que caprichavam, pecavam por explorar aquelas coisas locais e meio fakes do folclore que eu odeio (apresentações de "chula" na de Porto Alegre, por exemplo). As outras eram só chatas. O local escolhido foi um chiquetésimo Centro de Convenções Mendes e quando chegamos já estava rolando no palco uma orquestra de câmara (a da Unisantos) com maestro e tudo mais. A gente já chegava com boa música sendo executada ao vivo num lugar amplo e lindo. Isso foi ótimo. Depois veio uma cantora maravilhosa cantando "tonight is a special night", oi coisa que o valha. Enchi meus olhos de lágrimas, o Humberto é testemunha. Maravilhoso! O Hino Nacional foi tocado ao vivo também e contou com 4 tenores. Deu para sentir o nível, né? Menos que isso poderia implicar que, porque o porto é importante para Santos, pendurariam um peixe ou colocariam um barco no palco. Eu odeio essa exploração estética de elementos locais em detrimento de algo que possa ser universal: boa música, sofisticação e delicadeza. Nem os discursos de boas-vindas foram chatos, nem isso! Todas as três universidades têm reitoras mulheres que falaram poeticamente sem terem sido piegas e isso, definitivamente, não é para qualquer um.

Aguardem mais informações na seqüência. Ah, decidi que preciso urgente de conexão wireless na minha vida. Foi um parto chegar até aqui também. Mas isso fica para outro post. Sandra

2 comentários:

Adriana Amaral (Lady A.) disse...

ué, teu note nao tem wireless? bom, aind abem que eu nem fui pq nao ando com paciência de ouvir esse tipo de coisas hahaha mas aproveita o que aparecer de bom. bjos

Sandra disse...

Meu note é praticamente uma máquina de escrever digital, com CD Player, leitor de cd e boas caixas de som. Comprei em Paris, usado, de um libanês, numa zona très dangerouse para escrever. A internet eu acessava da Fondation Hellénique mesmo. Carrego-o para congresso para fazer as apresentações em PPT. Bjs,