Sua própria explicação para os fracassos no amor, agora velha e cada vez menos confiável, é que ainda tem de encontrar a mulher certa. A mulher certa enxergará, através da superfície opaca que ele apresenta ao mundo, as profundezas interiores; a mulher certa destravará as intensidades ocultas da paixão dentro dele. Até a chegada dessa mulher, até o dia destinado, ele está só passando o tempo. Por isso Marianne pode ser ignorada.
Uma questão ainda o atormenta e se recusa a ir embora. Será que a mulher que destravará as reservas de paixão dentro dele, se existir, libertará também o fluxo bloqueado da poesia; ou, ao contrário, depende dele próprio se transformar em poeta e assim provar-se digno do amor dela? Seria bom se a primeira hipótese fosse verdadeira, mas desconfia que não é.
Indicadores de credibilidade jornalística: uma live
-
Na próxima quarta-feira, 26, às 19 horas (horário de Brasília), participo
do primeiro Café Intercom do ano. Junto com os professores Danilo Rothberg,
Josen...
Há 2 semanas