sábado, 8 de abril de 2006

Blasés irresistíveis





Certamente, não sou a fã número um do Oasis, porque não tenho muita coisa deles nem fui ao show do dia 15 de março em São Paulo. Mas do pouco que conheço deles (What`s the story)Morning Glory?, de 1995, o Definitely Maybe, de 1996, alguma coisa dos cds posteriores pela Internet e um DVD duplo com show deles, em Manchester, nada significativo para os 8 cds já lançados) e do que eu leio deles nas entrevistas, posso dizer que sou uma apaixonada pela banda.
Sim, eu sei que eles são arrogantes, arruaceiros e megalomaníacos e não admiro esse tipo de atitude. Mas eles são tão autênticos...E a música deles, nossa... Não sei avaliar música tecnicamente. Só sei que quando eu escuto alguma coisa deles, eu experimento uma sensação que eu só tenho quando escuto Oasis. E é diferente do que eu sinto quando escuto Queen, ou Beatles, ou David Bowie, ou George Harrison. Não, com Franz Ferdinand não chega a tanto, apesar de eu gostar da banda.
Também acho que eles dizem o que dizem nas entrevistas porque se cansam de perguntas bestas e, então, usam sua língua afiada e seu humor inglês para se divertir um pouco. Eu me mato rindo sozinha sempre que leio algo que eles disseram. Algumas das que tiveram esse efeito sobre mim está aqui. Dêem uma olhadinha embaixo e entendam o porquê:

Oasis na Argentina:
Sobre a cobertura do show que bombou na Argentina, na semana anterior à vinda deles para o Brasil, a ponto de um dos organizadores pedir calma para a platéia:

Tirando alguns "gracias" e "cheers", a banda pouco fala. Mas após "Morning Glory", ouvimos Liam: "A próxima é para Diego Maradona". E iniciam "Cigarettes & Alcohol"...

Na coletiva, numa megastore na Argentina:
Pergunta: Noel, qual o conselho para alguém que, como eu, tb tem um irmão mais novo?
Noel: Blur e Gorillaz são músicas para crianças.


Pergunta: Qual é o maior legado do Britrock?
Liam: A minha conta bancária.


Folha - Como é tocar no Brasil?
Liam- É sempre bom ir à América do Sul, os fãs ficam bem animados conosco aí, são apaixonados.


A título de comparação, basta ver o tal dvd com show em Manchester. O público adora, é a terra da banda, mas é tão diferente do show daqui. Eles curtem de um jeito diferente.

Liam - Não sou daqueles muito patriotas quanto à seleção inglesa. Acho que se jogar direito e merecer ganhar, você ganha. Mas às vezes eles parecem jogar como mulheres. Beckham e outros... Maricas.

Não sei como o Beckham joga. Só sei que ele é lindo.

Folha - Há algumas semanas, aqui no Brasil, tivemos dois shows enormes, de U2 e Rolling Stones. Eles ainda são relevantes?Gallagher - Eles são as maiores bandas do mundo, sem dúvida, mas as músicas... São um monte de merda, não? Os Stones não são uma mentira, claro, mas... Eles são grandes, enchem estádios e estão nessa há tempos, então respeito, mas não curto nada do que o U2 vem fazendo. Eles são muito rockstars, para mim, não dizem muita coisa. Não se parecem com pessoas normais.

Eu concordo com ele sobre o U2. Não entendo o que eles exercem sobre as pessoas. O que mais me irrita é a postura de bom-moço do Bono, de um messias e tal. A música é mais um componente dentro do pacote. Não gosto nenhum pouco disso.

Folha - Quando começaram, você e Noel diziam que tinham a ambição de ser a melhor e maior banda do mundo...
Liam Gallagher - E ainda somos assim. Algumas coisas vão e vêm, tivemos altos e baixos, mas é isso o que adoro na banda.
Quando acordo de manhã, minha missão é que o Oasis seja a maior banda do mundo de novo. Não somos hoje a maior banda do mundo. Somos a melhor banda do mundo, e não a maior banda, qualquer um pode ver isso. Sou o melhor cantor do mundo, e o melhor cantor tem que estar na melhor banda.

Folha - Sobre o show em São Paulo, como será? O que tocarão?
Liam Gallagher - Será rock and roll direto. Vocês não vão ver grandes luzes e coisas do gênero... Será um show sem frescuras.


É disso que eu gosto. O foco deles é a música e isso eles fazem muito bem. Isso é o que importa para uma banda, na minha humilde opinião. Excesso de purpurina, às vezes, é para encobrir algum déficit.

E para terminar, um pouco da Stand by me deles:

Stand by me, nobody knows, the way it`s gonna be.

Beijos, S*

2 comentários:

Adri Amaral disse...

bem, agora vou ter q me defender..rs bom, eu não suporto o Oasis, sério msm.. e naõ tem nada a ver com ser blasé ou ser arrogante, coisa q o Placebo faz com muito mais maestria. Eu acho eles datados nos anos 90 9embora eu até goste de uma outra canção). Eles querem ser Beatles e me incomodam pq eu naõ consigo achar beatles tudo q a maioria acha, talvez pq pra mim Kraftwerk foi muito mais influente. O Blur, musicalmente é bem superior, o Gorillaz é um projeto de diversão então acho q as críticas deles são mais pq eles venderam bem menos q o blur e o gorillaz juntos...rs o q nao engordou a conta dos chatos. a única coisa realmente legal q eles fizeram foi ter gravado com os chemical brothers q fazem um som infinitamente superior. sobre a crítica ao U2: 1) muito engraçado ele falar isso e tirar fotinhos abraçado no Bono (eu tenho as fotos)! 2) quem conhece U2 de verdade sabe q eles não são nada superstars, são muito acessíveis como pessoas e jamais ficam xingando os fãs q nem eles 3) td bem , qto. ao bom mocismo e á política eu até concordo mas faz parte do pacote deles como faz parte do mkt do oasis ficar posando de arrogante, no fim é td construção; 4) eu acho eles uns baita recalcados pq na real, eles nunca conseguiram fazer o sucesso q tiveram na ing. nos EUA (dai a richa com o U2 e com o gorillaz)5) eles vao ter q penar muito pra conseguirem letras tao boas qto. as do u2 e msm Franz Ferdinand já está bem melhor do q eles. era isso. bjos

Tekhnè disse...

Oi, Adri! Tava esperando por ti aqui. Quanto às críticas que eles fazem, ach que não dá para levar nenhuma a sério. E nem discuto o que eles querem ser, tenho impressão que o que eles dizem é só para chocar mesmo. Eu só gosto muito do que eles são, das músicas deles. Eles tocando, só isso. Acho que as frases deles são ótimas. Não penso se são ou não verdadeiras. No mais, acho td muito divertido, esse desdém com as entrevistas. Eu iria odiar as perguntas óbvias e idiotas que sempre fazem a eles, tb não teria paciência. Já pensou, entrar no mundo da música pela música e ter que agüentar coletivas intermináveis? O negócio é tornar isso divertido. O pouco do Blur que eu conheço eu adoro. Beijos e boa semana! S*