A primeira vez que eu pensei sobre isso foi quando ouvi uma pessoa falando que é na dor que ela se mostra uma verdadeira amiga. O problema é que essa pessoa curte mais a dor, o peso, as coisas difíceis, do que as coisas livres, leves e soltas. Uma daquelas pessoas que ressalta como a vida dela é dura e como, mesmo assim, ela consegue viver. De fato, para um mundo cristão marcado pela culpa, a alegria, a beleza, a energia, a vida, enfim, pode parecer quase uma heresia, fora da ordem natural das coisas. Fico muito feliz de perceber que estou do outro lado. E que Nietzsche concorda comigo. E que tem mais pessoas neste outro lado comigo. Pessoas que são capazes de propor comemorações, com motivo ou não, só para relaxar, só para celebrar a vida. Pessoas capazes de fazer uma supresa linda para mim, com flores, presentes, chocolate, cartão e muita torcida por uma nova fase muito especial da minha vida. E isso tudo depois de um dia quente, muuuuuito quente e úmido, "com mais de nove horas de trabalho". Na minha modesta opinião, é para isso que a gente vive: para amar e ser amado. Paula, Paulinha e Humberto, muito obrigada por existirem na minha vida. Henrique, seja bem-vindo."Amigo - É a partilha da alegria, não do sofrimento, o que faz o amigo".
Friedrich Nietzsche, em Humano, demasiado humano. Um livro para Espírito Livres
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O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) comemorou seus 17 anos,
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