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e 22/01/2009
quinta-feira, uma música desencadeou algo bem pouco frequente na minha vida: uma sessão nostalgia. Não sou saudosista, nem "nostalgista", em geral, estou muito ocupada com o presente e com o futuro para sequer eu me lembrar de olhar para trás. Pois em um bistrô no Moinhos de Vento, na semana passada, que se localiza abaixo de onde já foi um dia a Alliance Française de Porto Alegre (onde comecei a estudar este idioma), de repente toca a mesma música que me acordou na manhã de abril de 2004, em Paris. Era uma música instrumental com acordeon francês da trilha do filme O fabuloso destino de Amélie Poulin, que eu amo. Essa música, mais um café e um sol lindo em um dia frio pela janela compuseram um daqueles momentos de plenitude, em que nos sentimos realmente harmonizados com tudo o que está à volta e que, à la Vanilla Sky, poderia gerar uma imagem das muitas que poderiam representar a minha vida.
Para terminar a sessão nostalgia, conheci a maravilhosa nova biblioteca da PUCRS. Tomei um susto quando vi aqueles 8 andares acima dos três que frequentava durante o mestrado e o doutorado.

Além dos barracos e chiliques homéricos (ela devia ser insuportável para conviver), é imperdível uma "auto-entrevista" dela para a Revista Manchete, eu acho. É uma das melhores coisas que já vi escrita na vida. Se o livro fosse meu, eu reproduziria parte dela aqui, mas foi emprestado.
Update: Lembrei de um pedaço. Era mais ou menos assim:
Maysa pergunta: És masoquista?
Maysa responde: Sim. A coisa que eu mais odeio no mundo
é gente burra e eu vivo cercada de um monte delas.
Um show de sarcasmo, que por mais que seja chato e inconveniente às vezes, exige uma boa conexão entre o Tico e o Teco.


Começou hoje na PUC-SP o II Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Hoje de manhã, após a abertura, tivemos uma primeira mesa sobre os fundamentos da cibercultura. Destaque para findings mais recentes de conceitos e abordagens de cibercultura trazidos pela Adriana Amaral (UTP) e a fala sobre etnografia virtual de Teóphilos Rifiotis (UFSC), vice-presidente da ABCiber, a partir da visão de um antropólogo.